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É tarde demais para ficarmos parados

É tarde demais para ficarmos parados

Sensibilizar para a prática de atividade física, enquanto parte de um estilo de vida saudável, e alertar para a preservação do ambiente são as duas principais missões da Corrida do Pulmão. Ninguém melhor que Eduardo Rego para apadrinhar esta iniciativa da SPP. O reconhecido locutor de televisão que dá voz aos programas da BBC Vida Selvagem explica, nesta breve entrevista, os motivos que o levaram a apoiar esta ação e desvenda os objetivos do seu mais recente projeto: Loving the Planet

 

O que é o projeto Loving the Planet?

 

Eduardo Rego (ER) - O Loving the Planet é, porventura, o projeto mais inovador e global de quantos pregam a mudança de paradigma para alcançarmos a sustentabilidade. A nossa visão holística põe o foco nos valores da vida e assenta no equilíbrio que só a Mãe-Natureza é capaz de oferecer.

 

De que forma se enquadra na atividade pela qual o Eduardo é reconhecido (locução de programas sobre vida selvagem)?

 

ER - São duas faces de uma mesma moeda.

A voz que tenho e me distingue, nas maravilhas que apresento em programas de Natureza e Vida Selvagem, é a mesma que agora utilizo para alertar as consciências para o imenso perigo que o mundo corre, devido às alterações climáticas e outras anomalias que resultam da incúria humana. Foi este sentimento, convertido em desassossego de alma, que despertou em mim a ideia de um projeto fortemente agregador, capaz de criar laços entre os que pugnam pelo equilíbrio do planeta. É tarde demais para ficarmos parados.

O LOVING THE PLANET nasceu para ligar o melhor de nós.

 

 

O facto de estar mais próximo da realidade que o planeta atravessa desperta ainda mais a sua preocupação com as questões do ambiente?

 

ER - Obviamente que sim. São muitos anos a falar das maravilhas da Terra, num registo muito emotivo, a tal ponto que a minha voz ressoa no imaginário de várias gerações. Como que somatizei a urgência de preservar as belezas do Éden que herdámos. Estou imensamente grato às centenas de milhar de pessoas que gostam do trabalho que faço, e peço-lhes que me sigam, na perseguição do sonho que conduz ao patamar da sustentabilidade. Precisamos, urgentemente, de pôr o foco num Planeta habitável, de namorar a Natureza e ter um caso de amor com a Vida. Não faz sentido viver de outra forma.

 

O que é que cada um de nós pode fazer para reverter a poluição do ar e dos oceanos?

 

ER - Sempre e em todos os lugares, sejamos asseados e comedidos: em casa, no trabalho, no monte, no hotel, no interior de nós mesmos. Andamos tremendamente sujos (por dentro…) e a sujeira tem de escoar para algum lado. O exterior – feito de Mar e Atmosfera, onde vai parar o lixo que produzimos – é o reflexo do nosso estado de alma. Somos a sociedade mais insatisfeita de todos os tempos. O comodismo impregnou-se em nós e estamos a pagar o preço do conforto exagerado. Estamos, inclusive, a descaraterizar-nos como espécie. Os malefícios do plástico, a falta de água, o degelo…, os GEE que contaminam o ar que respiramos são uma consequência das opções que fizemos.

A única saída é a REVOLUÇÃO DA CONSCIÊNCIA. É nela que reside toda a mudança.

Um dia, havemos de ser dignos de celebrar a beleza infinita da CASA COMUM.

 

Qual a importância de também as sociedades médicas e científicas se envolverem nesta causa?

 

ER - A importância é absoluta, pertinente e inadiável.

A Natureza abraça-nos e, nesse abraço, cicatriza feridas físicas e psicológicas. Por isso, é normal que os corações mais verdes sejam mais saudáveis e felizes. É um prazer constatar que esta prescrição médica, que defendíamos há tanto tempo, vai agora ser aplicada na Escócia. Que bom!

E nós, em Portugal, podemos dar um passo em frente. Proponho que se oficialize uma receita chamada…

 

 

É tão terapêutico AMAR O PLANETA.

 

Amados médicos e cientistas, prescrevam este roteiro de cura natural:

 

Sempre que puder, abrace uma árvore ou mexa na terra... Com as mãos.

Dê ouvidos à sua criança interior e sinta como esse prazer é GRANDE.

Vibre com a energia que emana do chão que pisa.